terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Marcos Catarina – Leve (2018)

Leve é o novo álbum do cantor e compositor mineiro Marcos Catarina, quem assina a direção musical é baixista Eneias Xavier. O CD chega com muitas novidades, baladas cheias de suingue e, ao mesmo tempo, uma variedade de ritmos brasileiros, com sotaque mineiro, letras e melodias originais e cheias de poesia. O álbum, além de parcerias inéditas com compositores da nova geração, vem também com releituras da obra do saudoso e amado irmão de Marcos, o cantor e compositor Vander Lee.

Marcos Catarina começou a trabalhar em seu novo disco, “Leve”, em 2016, quando ainda estava em turnê com o trabalho anterior, “Entre Canções”. A produção foi marcada, porém, por uma tragédia, quando o irmão do músico, Vander Lee, veio a falecer em agosto do mesmo ano.
A morte inevitavelmente afetou o álbum, que acabou incluindo duas releituras do irmão – “O Dedo do Tempo no Barro da Vida” e “Pra Ser Levado em Conta” – e uma inédita, “Logo Ali”, composição inacabada de Lee com Rae Medrado finalizada por Marcos.

“É mais que uma homenagem. A gente produziu esse disco num período de luto, e conviver com o Eneias Xavier, diretor musical, foi reviver essas memórias e ter uma chance de matar um pouco a saudade”, reconhece o músico.

Para além da presença de Lee, o álbum marca uma guinada mais pop na discografia do mineiro. Se “Entre Canções” tinha um sabor mais regional, em “Leve”, Marcos mistura suas referências do Clube da Esquina e a sonoridade do Vale do Jequitinhonha a influências do samba e de compositores consagrados da MPB, como Luiz Melodia, Djavan e Chico Buarque.

Um encontro que foi selado e finalizado pelos anos de experiência de Xavier. “Ele traz uma leitura mais pop, diferente do disco anterior, com uma presença forte do power trio – guitarra, baixo e bateria – na maioria das canções, mas sem deixar de ser um disco bem mineiro, cheio de harmonias”, descreve Marcos. Além do diretor musical, o disco conta ainda com parceiros como o piauiense Ravel Rodrigues – que assina uma das faixas com Marcos – e Pereira da Viola, que toca em outra.

Tematicamente, Marcos afirma que as letras de “Leve” são um registro diverso e esponjoso do que ele absorveu nos últimos anos. “Eu trato do cotidiano, absorvo desde as novas tecnologias até essa dualidade que estamos vivendo, do radicalismo bipolar. O álbum vai na contramão dessas dicotomias, buscando um contraponto a elas nas nossas origens e nas relações amorosas”, descreve.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Reabolição – Marcos Catarina
02 – H2 Olhos D´água – Marcos Catarina
03 – O Dedo do Tempo no Barro da Vida – Vender Lee
04 – Dois Brasis – Marcos Catarina
05 – Logo Ali – Rae Medrado, Vander Lee e Marcos Catarina
06 – Pra ser levada em Conta – Vander Lee
07 – Leve – Marcos Catarina
08 – Barulho – Marcos Catarina
09 – São Sons – Marcos Catarina
10 – Samba da Luz – Marcos Catarina
11 – Um Rio chamado Tempo – Marcos Catarina e Ravel Rodrigues

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dona Jandira e Túlio Mourão – Afinidades (2017)

Dona Jandira, 79, ouvia sua mãe cantar em casa versões para músicas vindas da Espanha, França, Itália, México e Estados Unidos. Todas no idioma português, pois era assim que elas chegavam através do rádio. E foi assim que ela as apresentou para Túlio Mourão, 65. “Cantarolei músicas que eu sabia de cor e o Túlio se surpreendeu. Porque ele só conhecia no original em francês, inglês, italiano, e eu em português”, conta Jandira.

Munidos desse repertório que abarca clássicos como “Além do Arco-Íris”, “Hino ao Amor”, “Jalousie”, “Luzes da Ribalta” e “Sorri”, todos vertidos para a nossa língua pátria por nomes como Braguinha, e ainda “Com que Roupa?” e “Último Desejo”, de Noel Rosa, a dupla concebeu o álbum “Afinidades”.

“O crédito desse encontro deve ser dado ao projeto ‘Caixa Acústica’, que propõe reunir duplas inéditas no palco. Foi uma experiência baseada em admiração mútua. Jandira sempre me chamou atenção pela singularidade de seu perfil artístico e pelo que sua figura representa” enaltece Mourão, ao se referir à cantora alagoana que atualmente vive em Itatiaia, no interior de Minas. “Quando imaginamos um trabalho juntos, com piano e voz, muita gente achou essa união improvável, mas nós passamos longe dessa reflexão, porque o que acontece é que temos uma longa faixa de convergência”, assegura o músico.


Set list. Na hora de pinçar apenas uma canção desse repertório, Mourão é enfático. “Sem dúvidas a mais emblemática é ‘Hino ao Amor’, lançada pela Edith Piaf. Escutei todas as versões para esse trabalho. De Maysa, Dalva de Oliveira, todas cantaram com intensidade”, afiança.

Para manter a fuga da obviedade, Jandira escolhe outra. “Eu era meninoca, garota, e minha mãe cantava ‘Rosas Vermelhas para uma Dama Triste’. Me faz lembrar muita coisa do passado”, declara a entrevistada. Apesar da diversidade, Mourão é capaz de enxergar um discurso que une as músicas alinhavadas.

“Creio que esse álbum pode nos levar a vivenciar uma dimensão poética e romântica dentro da gente que se faz mais do que necessária como antídoto contra a enorme indiferença que nos cerca e a perplexidade que nos assalta”, convoca o pianista. “Esse é meu preceito mais insistente, a afinidade desse repertório iguala a todos em um profundo humanismo, são sentimentos que atingem a todos”, avalia.

E é voltando às suas raízes que o instrumentista e arranjador de Divinópolis aponta uma solução para a encruzilhada. “O mineiro tem essa capacidade de se voltar para dentro, vasculhar e descobrir preciosidades, seja ouro ou minério. Está no nosso perfil psicológico”, constata.

por RAPHAEL VIDIGAL

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Além do Arco Íris - Harold Arlen, E. Harburg e Eliseu Miranda
02 - Hino Ao Amor - Margueritte Monnot, Edith Piaf e Odayr Marsano
03 - Jalousie - jacob Gade e Oswaldo Santiago
04 - Cantei Um Blues - Altay Veloso e Paulo Cesar Feital
05 - Perfídia - Alberto Dominguez
06 - Com Que Roupa - Noel Rosa
07 - Rosas Vermelhas Para Uma Dama Triste - Roy Brodsky, Sid Tepper e Romeo Santos
08 - Último Desejo - Noel Rosa
09 - nenhum Verão - Túlio Mourão
10 - Luzes da Ribalta - Charles Chaplin, Braguinha e Antonio Almeida
11 - Minha Oração - James Kennedy, Georges Boulanger e Cauby de Brito
12 - Sorri - Charles Chaplin, Geofrey Parsons, John Turner e Braguinha

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aparecida Reinos Negros (2017)

O disco “Aparecida, Reinos Negros” reúne três reinados, popularmente conhecidos como congados, do bairro Aparecida em BH. O álbum tem participação de Chico César, Fabiana Cozza, Mauricio Tizumba, Pereira da Viola e Sérgio Pererê.

Reinados:
Guarda de Moçambique do Divino Espírito Santo do Reino de São Benedito
Guarda de Moçambique e Congo de Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus - Irmandade Os Carolinos
Guarda de Congo Feminina de Nossa Senhora do Rosário

Preço – R$35,00

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Grupo Mambembe - Pequena História que virou Canção (2016)

CD "Grupo Mambembe - pequena história que virou canção", produção de 2016 independente, com gravações originais restauradas do Grupo Mambembe, de Belo Horizonte, MG.

Compõem o CD 15 faixas, gravações restauradas do Grupo Mambembe, com momentos distintos, retiradas do show “Divisor de Águas” – Grupo Mambembe (1978); do LP Mambembe – Grupo Mambembe (1981); do LP “Música de Minas” – Coletânea Fundação de Educação Artística (1981); do LP “Travessia – o canto dos mineiros” – Coletânea Fundação Clóvis Salgado (1982); do show “Memória”, de Toninho Camargos (1983). Faixa com gravação inédita de Tempo Mambembe (de Cadinho Faria e Toninho Camargos). Junto ao CD, um encarte, com textos explicativos sobre a produção.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Rio Araguaia - LP Música de Minas;
02 - Falando da vida - ao vivo show “Divisor de Águas”;
03 - Raiz - ao vivo show “Divisor de Águas” - música incidental “Brejeiro” de E. Nazareth
04 - Camará - ao vivo show “Divisor de Águas”;
05 - A princesa e o cavaleiro - ao vivo show “Divisor de Águas”;
06 - Bilhete mofado - LP Mambembe;
07 - Melhor de três - LP Mambembe;
08 - Natureza morta - LP Mambembe;
09 - Nobre Almirante - LP Mambembe;
10 - Primavera - LP Travessia - o canto dos mineiros;
11 - Caco Cachaça - ao vivo show “Memória”;
12 - Decotado - ao vivo show “Memória”;
13 - Nas cordas do meu violão/Eu sou poeta - ao vivo show “Memória”;
14 - Semente de canção - C2 Semente de canção;
15 - Tempo Mambembe - inédita.

Affonsinho – Certeza? (2017)

Se antes de pensar em ser músico profissional o belo-horizontino Affonsinho, 56, recebeu do pai um violão dado de presente por John Lennon, pode-se afirmar que há um fecho perfeito nesta história quando, no novo disco, intitulado “Certeza?”, o presente veio por parte do filho de Affonsinho.

“Ele quis produzir o disco para dar uma espécie de virada na minha carreira e jogar o meu trabalho para um lado muito diferente daquilo que eu fiz até agora”, revela o músico, em referência ao filho Frederico Heliodoro, que também participou dos arranjos e como multi-instrumentista.

Já a outra história é uma fábula que permanece no dia a dia de Affonsinho. “John Lennon foi meu primeiro herói. Quando morava no Rio com a minha família, meu pai inventou essa história que encontrou o Lennon em Copacabana e ganhou dele um violão que era para mim, e eu, muito criança, acreditei”, recorda.

Com 11 faixas autorais, três em parceria com o filho, o álbum de Affonsinho passeia, assim, entre as primeiras lembranças que se mantém em seu coração e o desejo pelo novo instigado por sua cria. “Todas as músicas têm história. A que dá título ao trabalho é sobre essa mania das redes sociais onde as pessoas querem ter certeza e dar opinião sobre tudo, futebol, política, filosofia”, elabora o músico, aberto às incertezas desse mundo.
por RAPHAEL VIDIGAL

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Certeza? - Affonsinho Heliodoro
02 - Papo Cabeça - Affonsinho Heliodoro
03 - Encontrar Quem Te Entenda - Affonsinho Heliodoro e Frederico Heliodoro
04 - Saber Gostar - Affonsinho Heliodoro
05 - Bailarininha - Affonsinho Heliodoro e Frederico Heliodoro
06 - O Meu Pai Tava triste - Affonsinho Heliodoro
07 - Perdoar Meus Heróis - Affonsinho Heliodoro e Frederico Heliodoro
08 - O Amor Me Prendeu NO Seu Vôo - Affonsinho Heliodoro
09 - Quero da Gente Um Poema - Affonsinho Heliodoro
10 - Ah, Se Pudesse Com Você - Affonsinho Heliodoro
11 - Como Se Fosse Eu - Affonsinho Heliodoro

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Luiz Gabriel Lopes – Mana (2017)

Cultivar as utopias. Não perder de vista a luz no fim do túnel. Como professar o otimismo em uma era carregada de más notícias? “Transformando a fé numa oração pra se cantar”, responde Luiz Gabriel Lopes já na primeira canção de “MANA”, seu terceiro disco. A produção é de Lenis Rino e todas as músicas foram gravadas por Téo Nicácio (baixo), Luiz Gabriel Lopes (voz e guitarra), Mateus Bahiense (bateria e percussão) e Daniel Pantoja (flauta).
“Na minha visão, o álbum se divide em dois lados, um mais solar e outro mais noturno”, afirma LG, lembrando que a música que divide as duas partes, “Quiléia”, tem participação de Ceumar. A outra participação é a do paulista Maurício Pereira, que divide os vocais com Luiz Gabriel em “Apologia”.“Em termos de sonoridade, o disco mostra a busca por um som mais enxuto, depois do ‘Fazedor de Rios’, que é muito arranjado. Queria um álbum com menos elementos e mais destaque para letra, melodia e voz”, explica. “Representa uma vibração que eu acredito e fico feliz em ser veículo. A coisa de ter esperança, de ser otimista neste momento que vivemos, de ver que a gente pode vencer obstáculos com a força da intenção”, finaliza.
Preço – R$20,00
Faixas:
01 – 1986 – Luiz Gabriel Lopes
02 – Apologia – Luiz Gabriel Lopes
03 – Matança – Augusto Jatobá
04 – Música da Vila – Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio
05 – O Cangaço Lírico – Luiz Gabriel Lopes, Téo Inácio Mateus Bahiense e Daniel Pantoja
06 – Quiléia – Luiz Gabriel Lopes e paulo Cesar Anjinho
07 – 381 Blues – Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio
08 – Caboclin – Gustavito e Thiago Braz
09 – Yoko – Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio
10 – Um Índio - Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio

Graveola – Camaleão Borboleta (2016)

Nessa última década, a Austrália firmou-se como lar da Psicodelia de nossos dias. Há, porém, uma raiz sua bastante brasileira, da tradição de Os Mutantes até o reconhecimento recente de Boogarins no além-mar, uma familiaridade que esse estilo parece encontrar organicamente no país, talvez pelas cores naturais de nossos ritmos, talvez pela desinibição de sobrepor timbres e efeitos, principalmente na guitarra, que por aqui habita.
Camaleão Borboleta tem a ver com isso. Ao longo de suas dez faixas, a banda mineira Graveoladeixa seu "lixo polifônico" nas entrelinhas para criar um disco dinâmico e destemido, uma reunião de influências e afluências no protagonismo no timbre da guitarra elétrica e nas vozes que argumenta em favor da "metamorfose ambulante" tão característica da música popular do Brasil - como o título da obra denuncia.
Essa mutação vem em ritmos e escolhas de timbres, que evocam desde Novos Baianos até o axé "de raiz" dos anos 80 dentro do nosso imaginário do que é ou deveria ter sido "MPB" nos últimos 40 anos, com suas harmonias tão próprias e seu natural jeitinho de fazer qualquer cotidiano virar uma crônica poética, seja com um certo humor (Tempero Segredo) ou cheia de romantismo (Carta Convite).
Seu maior mérito acaba sendo - mesmo e apesar das excursões da banda por outros países - criar uma obra que dialoga com os conceitos e preconceitos de seus conterrâneos, mais do que um disco "pra gringo ver". Aqui em sua casa, Camaleão Borboleta não é cool nem tenta ser, é uma grande obra que nos relembra a fluência que Graveola tem em criar belas canções em par com a safra do melhor que a terra dá - no caso, a tal da Psicodelia.
Por André Felipe de Medeiros
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Maquinário – LG Lopes
02 – Índio Maracanã – José Luis Braga
03 – Aurora – Luiza Brina e Maria Raquel Dias
04 – Tempero Segredo – José Luis Braga
05 – Talismã – LG  Lopes Gustavita e Chicó do Céu
06 – Sem Sentido - José Luis Braga
07 – Costi – Luiza Brina
08 – Lembrete - LG  Lopes Gustavita e Chicó do Céu
09 – Back in Bahia – Luiza Brina e Gabo Gabo
10 – Carta Convite – LG Lopes

Gedeon Antunes – Bagatelas e Badulaques (2017)

Gedeon Antunes é músico, publicitário, designer e empresário. Com influências da música das décadas de 1960 e 1970, ele leva para o seu primeiro disco o frescor do novo e as referências dos clássicos. A sua trajetória na música começou na adolescência tocando em bandas couvers e autorais de clássicos do rock da década de 1970. Agora, o músico apresenta o disco “Bagatelas e Badulaques” com repertório autoral e influências do rock, do blues e do folk.

O disco “Bagatelas e Badulaques” conta com sete músicas, o álbum mescla referências do clássico como Bob Dylan e Janis Joplin e também traz uma identidade moderna e atual, é possível identificar no repertório o rock clássico e também uma nova linguagem, mais atual e brasileira”, explica.

Artistas como Raul Seixas, Rita Lee, Alceu Valença, Beatles, Bob Dylan e Janis Joplin estão entre as referências do artista. Gedeon Antunes também é idealizador do projeto “Folk and Blues”, que leva para espaços alternativos de Belo Horizonte shows autorais e releituras de clássicos do folk e do blues e do aplicativo para celulares “Cena Autoral”, que reúne o ecossistema musical em uma plataforma.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Blues do Fusquinha – Gedeon Antunes
02 – More Horse - Gedeon Antunes
03 – Rodo Novo - Gedeon Antunes
04 – Free Way - Gedeon Antunes
05 – Daquele Tempo - Gedeon Antunes
06 – O Que você Quer - Gedeon Antunes
07 – Montanha de Pedra - Gedeon Antunes




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dudu Lima – Som de Minas (2017)

Composto por 10 canções autorais do compositor e instrumentista mineiro Dudu Lima, gravadas nas montanhas de Minas Gerais, no Estúdio Versão Acústica, com a sonoridade inovadora do Dudu Lima Trio, composto por Dudu Lima (Contrabaixos), Ricardo Itaborahy (Teclados e Vocais) e Leandro Scio (Bateria e Percussão)

Este trabalho traz composições inspiradas pela música mineira com concepção jazzística universal, onde a improvisação é ingrediente fundamental. O trio dialoga em construções harmônicas, rítmicas e melódicas onde a dinâmica tem lugar de destaque.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Filho Amado/ Nascimento
02 – San Juan
03 – Alegria de Viver
04 – Suite do Anjo Negro Parte I – Mistério
05 - Suite do Anjo Negro Parte II – O Vôo do Anjo
06 – manhã de Som
07 – All Sky
08 – Cabo Frio
09 – Canção de Vera Lucia
10 – Uirapuru

Todas composições autorais de Dudu Lima


Guilherme Ventura – Dois Lados (2017)

Guilherme Ventura é um compositor e multi-instrumentista. Inicialmente se aprofundou na música como autodidata e só aos 24 anos estudou música na Fundação de Educação Artística e mais tarde na Bituca - Universidade de Música Popular, tendo como mestres o violonista Gilvan de Oliveira e o maestro Ian Guest. Em sua discografia possui o disco “Bucadim de Samba” (2007) gravado com a Banda Cirandeiros. Em 2017 lança “Dois Lados”, seu primeiro álbum.

O álbum:
Gravado no Confraria Home Studio, o álbum de estreia de Guilherme Ventura está disponível em todas as plataformas. Intitulado “Dois Lados”, o primeiro álbum de Guilherme Ventura é a síntese da essência da busca do artista pelo equilibro das ideias.

A obra autoral traz em si uma divisão nítida em diversos aspectos: de um lado um disco que se apresenta solar, místico, que finca os pés nas terras ancestrais e carrega o afeto das relações do artista. Do outro lado um disco crente nas ações e relações humanas que geram forças que constroem a história, uma faceta noturna, urbana, de ruas carregadas de outdoor e luzes, grafites e coletividade.

“Dois Lados” é um disco permissivo, que dialoga com o experimentalismo e o pop, tendo como instrumento em uma das faixas um chinelo de dedo que conduz uma das músicas mais regionais do disco.

Guilherme Ventura não estaciona em lugar nenhum, é um nômade da estética musical que se permite ser aquilo que pulsa em sua verve. O disco conta com várias participações, Pedro Morais, Daniel Guedes,  Johnny Herno, Maíra Baldaia, Nath Rodrigues, Xicas da Silva, Rafael Eloi,  a Chilena Claudia Manzo e o Congolano Yannik Delass.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Reza - Guilherme Ventura
02 – No Inércia - Guilherme Ventura
03 – Procissão - Guilherme Ventura e Daniel do Carmo
04 – Rodas dos Orixás - Guilherme Ventura
05 – Sem pressa - Guilherme Ventura
06 – Miragem de um Outro - Guilherme Ventura
07 – Nefasta Praga - Guilherme Ventura
08 – Obirim - Guilherme Ventura e Nath Rodrigues
09 – Utópica - Guilherme Ventura
10 – Criola - Guilherme Ventura


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Maíra Baldaia - Poente e Outras Paisagens (2016)

Maíra Baldaia é uma cantora, compositora e atriz mineira. A artista leva para o seu trabalho influências da afro-mineiridade e da cultura brasileira. Formada em música (Bituca – Universidade de Música Popular) e em teatro (Universidade Federal de Minas Gerais), Maíra apresenta versatilidade e identidade no palco.

Em 2016, a artista lançou em Belo Horizonte o seu primeiro álbum. Denominado “POENTE e outras paisagens”, o disco traz 12 faixas autorais compostas pela cantora e também parcerias com outras compositoras mineiras. Suas composições falam sobre a mulher negra, espiritualidade, liberdade e amor ao ritmo da nova MPB.

Em 2017, a cantautora lançou com grande repercussão seu primeiro vídeo clipe da música "Insubmissa" e depois seguiu em Turnê, passando por cidades de Portugal, São Paulo e Minas Gerais.

Em seu trabalho autoral, a artista destaca a enunciação da mulher, sobretudo a mulher negra, e leva poesia, versatilidade, identidade e teatralidade para o palco. Com uma sonoridade que mescla a nova MPB e as influências do tambor afro mineiro, Maíra segue sem estar engessada a um gênero apenas e brinca com a poesia, o blues, o jazz e o samba com um estilo singular, leve e marcante. Maíra Baldaia, que tem se destacado com seu trabalho na cena musical, é considerada uma das representantes da nova safra de bons cantores e compositores mineiros.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – De Chegada em Canto – Poema de Maíra Baldaia + Saudação Banto Angola
02 – Ensaio Sobre o Amanhecer - Maíra Baldaia
03 – Pra Ieiê - Maíra Baldaia e Verônica Zanella
04 – Espelho D´água - Maíra Baldaia
05 – Valsa para Maria - Maíra Baldaia e Verônica Zanella
06 – Pororoca - Maíra Baldaia
07 – Insubmissa - Maíra Baldaia e Talita Barreto
08 – Poente - Maíra Baldaia e Verônica Zanella
09 – Só por Um Instante - Maíra Baldaia
10 – Lua Azul - Maíra Baldaia
11 – Negra Rima - Maíra Baldaia e Elisa de Sena
12 – Axé – Maíra Baldaia, Nath Rodrigues e Eneida Baraúna





quinta-feira, 29 de junho de 2017

Grupo EMCANTAR - DUM DUM (2016)

Depois do sucesso do Kit Parangolé com canções e brincadeiras para crianças e educadores, chegou a vez da primeira infância ser presenteada com um mimo musical capaz de envolver todas as idades, por meio da batida da percussão, da melodia tocante de um instrumento de sopro, da firmeza e leveza do violão e das vozes inocentes das crianças que participam dessa gostosa brincadeira musical.
Segundo Maíra de Ávila, artista e coordenadora de comunicação do EMCANTAR, “DUM DUM é batida forte do coração. É arrepio! Uma mistura de sons que parecem imagens, desenhos, sonhos de criança”.
Com 14 trilhas instrumentais, entre as quais: músicas inéditas, como Prega-Peça; grandes clássicos do repertório do Grupo em novos arranjos, como ‘Cadê?’, ‘Dentro’ e ‘Parangolé’; e trilhas instrumentais dos espetáculos ‘Festejo da Brincadeira’ e ‘Escutatória’, DUM DUM é resultado de muita pesquisa e inovação do Grupo que, mesmo sem a canção, está ainda mais musical.
“A sonoridade e a poesia presentes nas músicas do grupo UAKTI foram fontes de inspiração. Havia um repertório inédito em construção, e um desejo de inovação em produzir música instrumental pensada para a criança, isto é, que pudesse explorar sensações e sentimentos a partir do som”, conta Carlim Ribeiro, um dos idealizadores e produtor musical do CD.
Preço – R$30,00
Faixas:
01 – O Inventor de Brinquedos
02 – A Lâmpada e o Balão
03 – Dum Dum
04 – Parangolé
05 – Cadê?
06 – Dentro
07 – Estrela Cambalhota
08 – Prega-Peça
09 – Acorda, Brinquedo de Corda
10 – Cabeça de Vento
11 – Sonho sem Hora
12 – Eu vou Pegar o Trem
13 – A Dança do Bicho Curioso
14 – Quem tem Medo do Dum Dum Sererê?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Claudya e Tiago Mineiro - Para Sempre Amanhecer (2017)

Considerada uma das maiores cantoras do Brasil, Claudya convida o jovem pianista e compositor Tiago Mineiro em um duo piano e voz. O disco apresenta composições ricas em poesia e harmonia, levando o público a se emocionar com a interpretação e a voz única de Claudya e os arranjos criativos de Tiago, que também assina a direção musical do trabalho.

O duo da consagrada cantora e o jovem pianista torna o disco um encontro de gerações, proporcionando ao ouvinte uma viagem a diferentes universos, mas sempre convergindo na chamada boa música.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Para Sempre Amanhecer - Claudya e Tiago Mineiro
02 - Sempre Minha - Claudya e Tiago Mineiro
03 - Jóia de Prata - Claudya e Tiago Mineiro
04 - A Bailarina - Claudya e Tiago Mineiro
05 - Cafezim - Claudya e Tiago Mineiro
06 - Quero Só Você - Claudya e Tiago Mineiro
07 - Amor Primeiro - Claudya e Tiago Mineiro
08 - Gamboa - Cyro Pereira e Mario Albanese

Eazy CDA - Gol de Honra (2017)

Detentor de um estilo único, Eazy-CDA é um legitimo representante da Cultura Hip Hop Belo-Horizontina, da qual faz parte desde 1992. Como Mc e Produtor Eazy vêm deixando uma serie ilimitada de contribuições para a cena cultural da cidade, e em 2011 dá talvez o seu maior presente àqueles que há anos acompanham essa longa estrada, o lançamento do CD “Estamos Envolvidos (o gol de honra)”, que será lançado pela produtora idealizada e gerida pelo próprio, a Xeque Mate Produções.

Resultado de anos investidos no desenvolvimento de algo original e próprio, o Mc e Produtor Eazy CDA apresenta ao público a sua primeira compilação de trabalhos autorais, que notoriamente reflete a maturidade adquirida pelo artista no processo de produção daquele que é um dos CD’s mais esperados pelo público local, mas não só por esse, afinal após anos no Hip Hop Eazy CDA conquistou a simpatia e admiração de pessoas Brasil afora.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 - Gol de Honra - Eazy CDA
02 - Eazy CDA - Eazy CDA
03 - 1 Pelo Outro - Eazy CDA e Marcelo LA
04 - Estrada da Vida - Eazy CDA
05 - Pra Colar Com Noiz - Eazy CDA e Pdrão
06 - Meu Hip Hop - Eazy CDA
07 - Life Street - Eazy CDA e Monge MC
08 - Comparar Nem Dá - Eazy CDA
09 - O Alvo - Eazy CDA, Ru e Thl (SMV)
10 - Rumo Ao Paraíso - Eazy CDA, Gordão e Brunão (UAISS)
11 - Meu Rap É Assim - Eazy CDA
12 - Livramente - Eazy CDA, Neghaum, Radu e Lord Pow Mx
13 - Tá Difícil Tá - Eazy CDA
14 - Necessidade Pura - Eazy CDA e Rodrigo da Silva Martins

terça-feira, 16 de maio de 2017

Matéria Prima - 2 Atos (2014)

O rapper se junta ao paulistano Gui Amabis e lança álbum para sair da zona de conforto.
O Matéria Prima está na música há miliduca, seja integrando o lendário grupo Quinto Andar, o Subsolo, a banda Zimun, ou em carreira solo. No ano passado, ele se aventurou em uma outra praia, um lance mais tranquilo, com bases diferentes, explorando outros ares com o lançamento do single "Feito de Barro/Porque", com produção do Gui Amabis.

Os dois sons na verdade fazem parte de um show/performance chamado 2 Atos,  dirigido por Gracê Passô e com direção artística do Rui Moreira. 2 Atos também é o nome do disco que conta com 10 faixas, que além de Matéria Prima e Gui Amabis, tem Edgard Dedig (guitarra), Ravel Veiga (baixo), Lenis Rino (bateria) e Barulhista (eletrônicos).

Preço – R$10,00

Faixas:
01 - Visita Onírica
02 - Sorriso Nu
03 - Festa de Barro
04 - A Dor do Outro
05 - Waiting For The Bus
06 - Sufoco (Interlúdio)
07 - Porque
08 - Mutação Fonética
09 - Sai Na Marra
10 - Quente

Todas as composições de Matéria Prima

Flávio Renegado - Outono Selvagem (2016)


Natural de Alto Vera Cruz (Belo Horizonte), Flávio Renegado apresenta um rap que bebe de diversas fontes para se engajar em um discurso ativamente social. Lançou em 2015 seu primeiro projeto pela Som Livre, o EP “Relatos de um Conflito Particular”. Disponibiliza agora, em formato de CD e Digital, o álbum “Outono Selvagem”.

O projeto revive canções antigas como “Rotina” (part. Especial Samuel Rosa) e “Só Mais Um Dia” (cujo clipe desfruta da tecnologia de 360º). Apresenta também as participações especiais de Diogo Nogueira e Alexandre Carlo (vocalista do Natiruts) em canções inéditas. Flávio Renegado justifica em “Outono Selvagem” o respeito que conquistou enquanto um transformador social, além do renome que carrega como a nova geração do rap nacional.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Blackstar - Flávio Renegado
02 - Outono Selvagem - Flávio Renegado
03 - Rotina - Flávio renegado e Gabriel Moura
04 - Corda Bamba - Flávio Renegado
05 - Pra Quê? - Flávio Renegado e Gustavo Maguá
06 - Luxo Só - Flávio Renegado, Marco Mattoli e Roberta Gomes
07 - Sobre Peixes, Flores e Você - Flávio Renegado e Chico Amaral
08 - Particulares - Flávio Renegado e Chico Amaral
09 - Além do Mal - Flávio Renegado e Alexandre Carlos
10 - Pão e Circo - Flávio Renegado
11 - Além do Mal - Flávio Renegado e Alexandre Carlos
12 - Colibri, O Pássaro do Tempo - Flávio Renegado
13 - Só Mais Um Dia - Flávio renegado e Makely Ka
14 - Redenção - Flávio Renegado

Renegado - Do Oiapoque a Nova York (2008)

Nascido e criado na comunidade do Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte, Flávio Renegado enxergou na música um caminho que o faria voar alto. Ainda adolescente, fez as primeiras rimas influenciado por Racionais MC’s e outros nomes do rap. Aos poucos, desenvolveu uma carreira com personalidade, na qual mistura as rimas a outras referências musicais.

Em 2008, lançou o disco de estreia Do Oiapoque a Nova York, trabalho que o levou para shows na Europa, Oceania e todas as Américas.

A conclusão deste ciclo foi em um show memorável no Central Park, em Nova York.

Preço – R$20,00

Faixas:
01 - Do Oiapoque A Nova York - Renegado
02 - Renegado - Renegado e Daniel Ganjaman
03 - Meu Canto - Renegado
04 - A Coisa É Séria - Renegado
05 - Mil Grau - Renegado
06 - Por Amor - Renegado e Daniel Ganjaman
07 - Sei Quem Tá Comigo - Renegado e Funk Buia
08 - Benção - Renegado
09 - Conexão Alto Vera Cruz/Havana - Renegado e Gil Amâncio
10 - Rebelde Soul - Renegado e Max Bo
11 - Santo Errado - Renegado
12 - Rola O Beat - Renegado
13 - Vera – Renegado

Dogtown - Mind Tricks (2017)

Com nove faixas, duas já lançadas e sete inéditas, chega às ruas o álbum “MIND TRICKS”, do grupo de Belo Horizonte, DOGTOWN – MC Mini, DJ Fernal e Cadu Andrade. O trampo começou a ser produzido em abril de 2016, após a volta do grupo de sua turnê em Portugal, e conta com participações de peso, como Djonga (DV Tribo), Menestrel e Chris.

A tradução do título do disco é “truques da mente”, mostrando que a mente é um filtro que utiliza das emoções para moldar nossa visão da vida. Assim, os artistas exploraram os próprios sentimentos como raiva, alívio, euforia, cobiça, desejo, entre outros, para criar o álbum, desde o projeto gráfico até as letras e instrumentais, inteiramente feitos pelos integrantes.

Preço – R$5,00

Faixas:
01 - O Preço
02 - Zica Sai Pra Lá
03 - Jeffrey
04 - O Preço (Pt. 2)
05 - Roshue Runs
06 - Dasfô
07 - Lasciva
08 - Tipo Zombie
09 - Agridoce

Todas as músicas de Mind Tricks

terça-feira, 11 de abril de 2017

Luizinho Lopes – Falas Perdidas (2016)

Vibrante e poético, "Falas Perdidas" faz alusão às "balas perdidas" e aos efeitos irreversíveis causados após seu disparo. Destaque para a participação de Toninho Ferragutti (acordeon) e Quarteto Bessler (quarteto de cordas).

No quinto disco da carreira, o músico mineiro reflete acerca da criação poética, a crise cultural vivida no país, e ao lirismo, quando tangencia paixões e desilusões amorosas.

Em 2015, realizou turnê em Portugal (Lisboa, Porto e Amarante) e Espanha (Santiago de Compostela). Em abril de 2016, apresentou-se no 2º FIP LIMA (Festival Internacional de Poesia de Lima) no Peru.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Infinito Em Pé
02 – Falas Perdidas
03 – Céu de Lisboa
04 – O Sol Não Arreda do Sertão
05 – Na Palma da Minha Mãe
06 – Poesia Vaza
07 – A Cantora Sumiu
08 – Pontualmente Às 3
09 – Profetaria
10 – Meu Amor Quando Chegou
11 – Contando Estrelas
12 – Degelo
13 – Tudo Parte
14 – Lume

Todas as composições são de autoria de Luizinho Lopes

Para Márcio & Lô Borges – Túlio Mourão, Marcos Danilo, Pablo Barata e Gladson Braga (2016)

Este trabalho brinda a poesia e a música dos irmãos Borges, estrelas de todas as esquinas de Santa Tereza, de Minas e do Brasil, que brilham mais com o piano elegante e competente de Túlio Mourão.

Generosamente, ele apresenta à cena musical de Minas os talentos de Marcos Danilo (violão e voz), Gladson Braga (percussão) e Pablo Barata (contrabaixo), três jovens destacados na musicalidade incomum dos filhos de Montes Claros.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Tudo O Que Você Podia Ser
02 – O Caçador
03 – Não Se Apague Essa Noite
04 – Ruas da Cidade
05 – Faça Seu Jogo
06 – Trem de Doido
07 – Carnaval de Cor
08 – Ela
09 – Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor
10 – Um Girassol da Cor do Seu Cabelo

Todas as composições de Lô Borges e Márcio Borges