terça-feira, 10 de abril de 2018

César Lacerda – Tudo Tudo Tudo Tudo (2018)

César Lacerda é um artista que nasceu pra ser grande. Mesmo no minimalismo propositado dos versos e arranjos econômicos que cercam o trabalho do cantor e compositor mineiro, sobrevive na profunda leveza e honestidade escancarada dos sentimentos uma verdadeira explosão de significados. Um exercício minucioso, particular, que se estende desde a estreia com Porquê da Voz, trabalho entregue ao público em 2013, alcança melhor enquadramento no doce Paralelos & Infinitos, de 2015, e flerta com o pop no recém-lançado Tudo Tudo Tudo Tudo (2017, YB Music / Circus).

Delicado, como tudo aquilo que Lacerda vem produzindo desde o primeiro álbum em carreira solo,Tudo Tudo Tudo Tudo sussurra delírios românticos ao pé do ouvido, mergulha em conflitos mundanos e ainda detalha as angústias do eu lírico de forma sempre acessível. Melodias descomplicadas, serenas, como uma fuga da atmosfera densa que tomou conta do colaborativo O Meu Nome é Qualquer Um (2016), trabalho assinado em parceria com o cantor e compositor paulistano Romulo Fróes.

Perfeita representação desse resultado sobrevive no bloco de três composições deliciosamente acolhedoras que abrem o disco. De um lado, a sutileza de Isso Também Vai Passar, música que joga com a efemeridade da vida, a crise política no Brasil e instável relação de um casal. No outro oposto, a curiosa regravação de Me Adora, um dos maiores sucessos da baiana Pitty, mas que aqui se transforma em uma bossa tímida, quase sussurrada. Entre as duas composições, um precioso dueto entre Lacerda e a cantora Maria Gadu em Quando Alguém, música que evoca os encontros entre Chico Buarque e Nara Leão.

Entretanto, a beleza de Tudo Tudo Tudo Tudo não se limita apenas ao conjunto inicial que abre o trabalho, mas cada fragmento instrumental e poético que costura o registro. Está na ambientação jazzística de O Fim da Linha e, principalmente, na base grandiosa de Por Que Você Mora Assim Tão Longe?, música que se abre para a inserção de arranjos de cordas cuidadosamente orquestrados por Lacerda. Melodias de voz e inserções precisas que esbarram na obra dos grandes cantores românticos dos anos 1980, principalmente Guilherme Arantes e Flávio Venturini. A mesma atmosfera nostálgica se reflete ainda na doce confissão que invade os versos de Por Um Segundo, parceria com Romulo Fróes que parece saída da trilha sonora de alguma antiga novela das sete.

O samba contido em O Marrom da Sua Cor, pop-rock descomplicado em Sei Lá, Mil Coisas, o minimalismo hipnótico de O Homem Nu, música detalhada em essência pelo produtor Elisio Freitas, parceiro de Lacerda durante toda a execução do trabalho. Um registro que investe de forma expressiva na pluralidade de ritmos, porém, mantém firme a forte relação entre as faixas, cuidado evidente desde o último álbum de inéditas do músico mineiro, Paralelos & Infinitos.

Indicativo de um novo posicionamento criativo, Tudo Tudo Tudo Tudo dialoga de forma pouco inventiva com a MPB tradicional, porém, preserva uma série de elementos originalmente testados nos dois primeiros registros do músico mineiro, reforçando com naturalidade a essência do cantor. Trata-se de uma obra radiofônica, pop e naturalmente íntima de uma parcela ainda maior do público, porém, tratada com extrema delicadeza.

Da forma como o músico explora os próprios sentimentos ao fino véu instrumental que cobre toda a superfície do registro, difícil não se entregar à obra de Lacerda.
*por Cleber Facchi

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Isso Também Vai Passar – César Lacerda
02 – Quando Alguém - César Lacerda
03 – Me Adora – Pitty
04 – O Marrom da Sua Cor - César Lacerda
05 – Por que Você Mora Assim Tão Longe? - César Lacerda
06 – O Fim da Linha - César Lacerda
07 – Por Um Segundo - César Lacerda e Romulo Fróes
08 – Sei Lá, Mil Coisas - César Lacerda
09 – O Homem Nu - César Lacerda
10 – Percebi Seus Olhos em Mim - César Lacerda

segunda-feira, 26 de março de 2018

Pereira da Viola – Novos Caminhos (2018)

O violeiro, cantor e compositor já percorreu muitas estradas e veredas. Como bom viajante, sabe que o mais importante não é a chegada, mas a travessia. Seu mais recente trabalho, “Novos Caminhos”, é uma confirmação desse destino caminhante. Pereira se revela por inteiro com seus elementos mais puros, apenas voz e viola. A busca da singeleza não esconde o delicado acabamento da expressão. Em 13 canções e histórias, estão o universo e a aldeia, o coração apaixonado e o coração valente, a natureza e os homens.

Foram necessários seis discos, um DVD e mais de 20 anos de carreira para chegar à depuração de “Novos Caminhos”. A grande força do trabalho, a simplicidade, só é alcançada porque existe um sólido trajeto de escolhas artísticas por trás. Sem falar do prazer que sempre mostrou em dividir seu ofício com parceiros, instrumentistas e cantores. Para o músico, o trabalho coletivo sempre foi uma decisão estética e consequência ética do compartilhamento que anima sua vida. Estar só e inteiro, neste momento, só é possível porque traz junto a memória de tantos companheiros.

Senhor absoluto dos recursos da viola, Pereira mostra em seu disco todas as possibilidades do instrumento, garantindo um suporte delicado para sua madura interpretação vocal. O cantor Pereira da Viola é tão completo e único como o instrumentista, o que é bastante raro no cenário da música de raiz. Essa expressividade peculiar nos dois campos é mais um motivo do acerto da escolha do formato voz e viola.

O repertório do disco traz nove temas autorais, todos em parceria com poeta João Evangelista Rodrigues, ao lado de canções Padre Zezinho (“Mãe do Céu Morena”), Cyelne Peluso e Olívio Araújo (“Sabiá”) e Nilson Chaves (“Bela Pessoa”). Completando o álbum, dentro da tradição da oralidade e dos causos, fortemente presente em apresentações do artista, Pereira recria uma lenda hindu, narrada ao som da viola em acordes de tonalidade impressionista.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Lenda Hindu – Adap. Pereira da Viola
02 – Mãe do Céu Morena – Pe. Zezinho
03 – Novos Caminhos – Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
04 – Cor de Café - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
05 – Sabiá – Cylene Peluso e Olívio Araújo
06 – Prenda - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
07 – Bela Pessoa – Nilson Chaves
08 -  Passarinho - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
09 – Fartura - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
10 – A Lua de Minas - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
11 – Nas Asas de Um Condor - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
12 – Via Crucis - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues
13 – Carinhanha - Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues

sexta-feira, 16 de março de 2018

Toca de Tatu – Afinidade (2018)

Segundo disco do Toca de Tatu, Afinidade reúne composições de importantes músicos mineiros como Juarez Moreira, Sérgio Santos e Célio Balona, bem como algumas peças autorais e outras de compositores da nova geração da música instrumental mineira, como Rafael Martini, Thiago Delegado e Leo Eymard.

A maior parte dos arranjos são assinados pelos membros do grupo, e o trabalho conta também com alguns arranjos especiais de Jayme Vignoli, Rafael Martini e Sérgio Santos.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Mozareth – Lucas Telles
02 – Alumiado - Lucas Telles
03 – Afinidade - Lucas Telles
04 – Toca de Tatu – Geraldinho Alvarenga
05 – Moreno – Sérgio Santos
06 – Sarau pro Sr. Mozart – Thiago Delegado
07 – Urucubaca - Lucas Telles
08 – Trópicos – Juarez Moreira
09 – Para a obra, Juscelino! – Tabajara Bello
10 – Mistura Fina – Célio Balona
11 – Baião de Nó – Leo Eymard
12 – Radicalmo – Rafael Martini

Amarildo Silva – Mariana - Sobre poesia de Wander Lourenço (2017)

O cantor e compositor Amarildo Silva lança o seu quarto trabalho solo, intitulado “Mariana” que passeia por canções sobre poesia de Wander Lourenço, poeta, professor de literatura e especialista em Guimarães Rosa. O trabalho se origina do Projeto Grande Sertão Geraes, em processo há mais de um ano, que abarca as perspectivas de uma leitura lírica da obra ficcional de João Guimarães Rosa.

As músicas que fazem parte de ” Mariana” são resultado do convívio artístico e intelectual entre Amarildo Silva e Wander Lourenço e de uma abordagem lítero-musical povoada por artistas como a cantora Catia de França, os músicos Kiko Continentino, Marcelo Bernardes, Flavia Ventura Tygel, Andre Santos, SabáTuk, entre outros ilustres participantes, que orquestrado pelo maestro Maurício Barreto, se debruçaram em diálogo com cânticos barrocos, toadas, catopes, congada, folias e afins, causos e lendas, fazendo a antropofagia desses ritmos afros-mineiros, com uma linguagem musical moderna, com harmonias ricas e belas poesias.

O CD sintetiza humana e poeticamente o universo de João Guimarães Rosa de uma forma muito sensível e única. Uma vida de música e poesia que desaguam em “Mariana”

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Quem me dera Ser de Minas – Amarildo Silva e Wander Lourenço
02 – Pelo Fêmea - Amarildo Silva e Wander Lourenço
03 – Terreal - Amarildo Silva e Wander Lourenço
04 – Canto de Algum Lugar de Mim - Amarildo Silva e Wander Lourenço
05 – Mariana - Amarildo Silva e Wander Lourenço
06 – Realejo - Amarildo Silva e Wander Lourenço
07 – Nonada - Amarildo Silva e Wander Lourenço
08 – Fado de Minas - Amarildo Silva e Wander Lourenço
09 – Inventário do Tempo - Amarildo Silva e Wander Lourenço
10 – Sonhice - Amarildo Silva e Wander Lourenço

Mamutte – Epidérmico (2017)

Gravado em Mariana (MG) com produção musical de Maurício Ribeiro, "Epidérmico" (2017) tem oito canções autorais, a interpretação de uma composição de Carlos Careqa e a participação do MC Kdu dos Anjos.

O álbum apresenta a primeira leva de canções do cantautor, performer e multiartista mineiro Mamutte. Uma síntese de seu trabalho iniciado em 2007, com letras que versam poéticas afetivas, das relações amorosas e culturais, com agressividade e libido. Traz em sua sonoridade uma mistura de pop, rock, balada e ritmos brasileiros, emoldurados por líricos contracantos de piano, violoncelo e trombone.

Preço – R$28,00

Faixas:
01 – Epidérmica
02 – Pseudo Samba do Amor Platônico
03 – Voltou
04 – Fé Nela
05 – Satélite
06 – Poetize
07 – Pro Mundo Girar
08 – Pneumo-Voco-Emocional
09 – Brasileiro

Todas as composições são de Mamutte, exceto faixa 8, com coautoria de Jeferson Gouveia e faixa 9, composição de Carlos Careqa.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Tavinho Moura – A Anjo na Varanda (2018)

O Anjo na Varanda traz safra singular de canções de um dos mais originais e sofisticados compositores do Brasil

“Anjo na Varanda” é o décimo oitavo trabalho de Tavinho Moura, que começou sua carreira artística oficialmente em 1978, quando lançou “Como Vai Minha Aldeia”. Cantor, compositor, violonista e violeiro, Tavinho ainda se desdobra como estoriador e fotógrafo. Tem vários trabalhos premiados, como compositor de trilhas sonoras para cinema, que somam 13 criações para longas.

Na literaturam estreou com “Maria do Matué – Uma Estória do Rio São Francisco” e mais recentemente, lançou dois livros dedicados à fotografia de pássaros. O livro “Pássaros Poemas – Aves na Pampulha” recebeu os prêmios Gentileza Urbana/IAB, Professor Hugo Werneck de Ecologia/Revista Ecológico e Bom Exemplo FIESP/TV Globo. “Vale do Mutum – Aves da Mata Atlântica” recebeu o prêmio JK de Cultura e Desenvolvimento/FIESP/Mercado Comum.

Compositor de rara qualidade, autor de melodias peculiares, harmonias e divisões rítmicas, aliado a seu canto econômico e afinado e à escolha certeira dos parceiros que compõem versos para suas músicas, faz de Tavinho Moura um dos grandes tesouros da arte que melhor representa o Brasil. Desde o final dos anos 70, Tavinho vem nos deleitando a cada composição, cada descoberta, cada interpretação, cada releitura, cada trilha, cada álbum.

O Anjo Na Varanda não é exceção, mas tem algo que o torna especial. Na contramão dos tempos que correm, o álbum requer calma e concentração para ser devidamente apreciado. Mas o que à primeira vista poderia parecer um esforço, logo após os primeiros acordes transforma-se numa floresta de beleza e diversidade incomuns.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Eu e Mais Você – Tavinho Moura e Ronaldo Bastos
02 – A Anjo na Varanda - Tavinho Moura e Ronaldo Bastos
03 – A Música e o Circo – Tavinho Moura, Beto Lopes e Fernando Brant
04 – Clara Clara Clara - Tavinho Moura e Fernando Brant
05 – O Fruto do Ouro - Tavinho Moura e Fernando Brant
06 – Dona do Olhar - Tavinho Moura e Fernando Brant
07 – O Sono do Rio - Tavinho Moura e Fernando Brant
08 – Morte de Zambi – Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri
09 – Serra da Lua – Tavinho Moura e Chico Amaral
10 – Casa de Barro - Tavinho Moura e Fernando Brant
11 – Encontro das Águas - Tavinho Moura e Fernando Brant
12 – Cabaré Mineiro – Tavinho Moura e Carlos Drummond de Andrade
13 – A Grande Graça - Tavinho Moura e Fernando Brant
14 – Menino Bente Altas - Tavinho Moura e Ronaldo Bastos

segunda-feira, 12 de março de 2018

Titane canta Elomar – Na Estrada das Areias de Ouro (2018)

Um álbum da cantora mineira Titane interpretando o baiano Elomar Figueira de Mello é daquelas coisas que a gente gosta antes mesmo de ouvir. Neste caso, ouvir “TITANE CANTA ELOMAR – Na Estrada Das Areias De Ouro” é uma experiência que extrapola o imponderável e cai às margens do divino. É difícil nominar e descrever a beleza e a paixão que explodem das dez faixas do disco.

Titane conta que já vem namorando a música de Elomar não é de hoje. Há sete anos fez a faixa encomendada da canção ‘Segundo Pidido’, de Elomar, ao lado do violonista Hudson Lacerda.

A partir disso a ideia de fazer um disco só com as canções do mestre de Vitória da Conquista foi amadurecendo. Titane pode ser vista em vídeos no YouTube, ao lado do próprio Hudson interpretando lindamente algumas prévias do que viria a ser o disco.

Para a gravação, contou com a co-produção musical de Kristoff Silva, que divide a direção musical com colaboração de Hudson Lacerda.

Os dois fizeram parte da equipe que elaborou o primoroso álbum de partituras de Elomar. Junto deles vieram também Toninho Ferragutti (acordeon), André Siqueira (bouzouki) e Aloízio Horta (contrabaixo). Como convidado em uma das canções, está o violeiro Pereira da Viola.
Cada nota, cada arranjo, cada participação só fizeram crescer mais e mais o disco.

As canções, bem as canções são algumas daquelas maravilhas que os que conhecem de perto a música de Elomar se habituaram. E qualquer um que se arvore a interpretar obra tamanha tem que pensar várias vezes no que pode vir a acrescentar.

Uma obra, como ela mesma lembra, repleta de visitas de vozes masculinas como o lendário Dércio Marques, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Paulinho Pedra Azul entre tantos outros e também outras femininas, particularmente Doroty Marques, a quem Titane dedica o disco.

Titane, no entanto, não só soube muito bem como fazer como teve a audácia, talento e coragem de reinventar tudo. A sua voz parece conhecer cada verso, cada sílaba e nota e, sobretudo, o que veio a gerar cada uma delas. Nos conduz por um fio melódico e poético sem cautela. Ao mesmo tempo, com delicadeza própria, afinação, firmeza, emoção, timbre, enfim, com uma qualidade irretocável, faz transpirar e deslocar ainda mais à frente a quintessência da obra.

“TITANE CANTA ELOMAR – Na Estrada Das Areias De Ouro” é um daqueles discos que daqui a muito longe haverá alguém por aqui falando dele. Feito essas lendas que ficam.
Por Julinho Bittencourt

Preço – R$30,00

Faixas:
01 - Corban
02 - Acalanto
03 - Na Estrada das Areias de Ouro
04 - O Violeiro
05 - Chula no Terreiro
06 - Segundo Pidido
07 - Clariô
08 - Cavaleiro do São Joaquim
09 - Cantiga do Estradar
10 - Na quadrada das águas perdidas.

Todas as composições são de Elomar Figueira Mello
Dedicado a Dércio e Dototy Marques

quinta-feira, 1 de março de 2018

Julgamento – Boa noite (2018)

“Boa Noite” - terceiro álbum do Julgamento, importante nome do rap em Minas Gerais retrata o momento político do país com participações diversas

Considerado um dos mais icônicos trabalhos da seara do rap em Belo Horizonte o Julgamento chega ao terceiro álbum da carreira. Os primeiros são No Foco do CAOS (2008) e Muito Além (2011).  O novo disco intitulado Boa Noite foi lançado nas plataformas digitais no dia 12 de janeiro, e tem como base narrativa os acontecimentos políticos dos últimos anos, explorando através de rimas e samplers a construção midiática da realidade. O mito da Caverna de Platão é explorado de forma gráfica através da capa do álbum, fazendo alusão à construção social e, no caso, midiática da realidade.

O novo álbum cujo título é uma referência irônica ao “boa noite” dos tele-jornais que, de várias contribuíram para confundir a percepção do espectador em relação aos acontecimentos, indo além da questão informativa e claramente assumindo um lado ideológico no processo.

“Boa Noite” nasce no contexto da crise política, no momento em que o pensamento reacionário parece ganhar força no discurso cotidiano. É o rap assumindo o seu lugar de compromisso, como dizem os versos do Sabotage. O som denuncia, debate, mas também busca caminhos.

Mais do que abordar as mazelas do cotidiano, o trabalho trata das reações e das possibilidades de transformação que trazem o esforço coletivo. Essa visão do coletivo, da importância da representatividade e das múltiplas pautas, trouxe um time de peso para o novo trabalho, reunindo BNegão, Tamara Franklin, Kainná Tawá, Ohana, Monge MC, Michelle Oliveira (Cromossomo Africano), Marcelo Veronez, Dokttor Bhu, Shabê, Gurila Mangani, Igor Carpe Diem e X Câmbio Negro.

Julgamento é formado por: Roger Deff, Ricardo HD, e VOZ Khumalo (MCs), Helder Araújo (guitarra), Luiz Prestes (baixo), Giffoni e Tobias (toca-discos).

Preço – R$20,00

Faixas:
01 – Controle
02 – A Tragédia Continua
03 – Enquanto Isso
04 – Velho Amigo
05 – 3 x 0
06 – Cada um Vale o que Tem?
07 – Pra Cachorro Ouvir
08 – Mundo Cinza
09 – Minha Voz e as Pick-Ups
10 – Invencíveis
11 – Um Novo Lugar
12 – Responsabilidade
13 – Boa noite


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Marcos Catarina – Leve (2018)

Leve é o novo álbum do cantor e compositor mineiro Marcos Catarina, quem assina a direção musical é baixista Eneias Xavier. O CD chega com muitas novidades, baladas cheias de suingue e, ao mesmo tempo, uma variedade de ritmos brasileiros, com sotaque mineiro, letras e melodias originais e cheias de poesia. O álbum, além de parcerias inéditas com compositores da nova geração, vem também com releituras da obra do saudoso e amado irmão de Marcos, o cantor e compositor Vander Lee.

Marcos Catarina começou a trabalhar em seu novo disco, “Leve”, em 2016, quando ainda estava em turnê com o trabalho anterior, “Entre Canções”. A produção foi marcada, porém, por uma tragédia, quando o irmão do músico, Vander Lee, veio a falecer em agosto do mesmo ano.
A morte inevitavelmente afetou o álbum, que acabou incluindo duas releituras do irmão – “O Dedo do Tempo no Barro da Vida” e “Pra Ser Levado em Conta” – e uma inédita, “Logo Ali”, composição inacabada de Lee com Rae Medrado finalizada por Marcos.

“É mais que uma homenagem. A gente produziu esse disco num período de luto, e conviver com o Eneias Xavier, diretor musical, foi reviver essas memórias e ter uma chance de matar um pouco a saudade”, reconhece o músico.

Para além da presença de Lee, o álbum marca uma guinada mais pop na discografia do mineiro. Se “Entre Canções” tinha um sabor mais regional, em “Leve”, Marcos mistura suas referências do Clube da Esquina e a sonoridade do Vale do Jequitinhonha a influências do samba e de compositores consagrados da MPB, como Luiz Melodia, Djavan e Chico Buarque.

Um encontro que foi selado e finalizado pelos anos de experiência de Xavier. “Ele traz uma leitura mais pop, diferente do disco anterior, com uma presença forte do power trio – guitarra, baixo e bateria – na maioria das canções, mas sem deixar de ser um disco bem mineiro, cheio de harmonias”, descreve Marcos. Além do diretor musical, o disco conta ainda com parceiros como o piauiense Ravel Rodrigues – que assina uma das faixas com Marcos – e Pereira da Viola, que toca em outra.

Tematicamente, Marcos afirma que as letras de “Leve” são um registro diverso e esponjoso do que ele absorveu nos últimos anos. “Eu trato do cotidiano, absorvo desde as novas tecnologias até essa dualidade que estamos vivendo, do radicalismo bipolar. O álbum vai na contramão dessas dicotomias, buscando um contraponto a elas nas nossas origens e nas relações amorosas”, descreve.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Reabolição – Marcos Catarina
02 – H2 Olhos D´água – Marcos Catarina
03 – O Dedo do Tempo no Barro da Vida – Vender Lee
04 – Dois Brasis – Marcos Catarina
05 – Logo Ali – Rae Medrado, Vander Lee e Marcos Catarina
06 – Pra ser levada em Conta – Vander Lee
07 – Leve – Marcos Catarina
08 – Barulho – Marcos Catarina
09 – São Sons – Marcos Catarina
10 – Samba da Luz – Marcos Catarina
11 – Um Rio chamado Tempo – Marcos Catarina e Ravel Rodrigues

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dona Jandira e Túlio Mourão – Afinidades (2017)

Dona Jandira, 79, ouvia sua mãe cantar em casa versões para músicas vindas da Espanha, França, Itália, México e Estados Unidos. Todas no idioma português, pois era assim que elas chegavam através do rádio. E foi assim que ela as apresentou para Túlio Mourão, 65. “Cantarolei músicas que eu sabia de cor e o Túlio se surpreendeu. Porque ele só conhecia no original em francês, inglês, italiano, e eu em português”, conta Jandira.

Munidos desse repertório que abarca clássicos como “Além do Arco-Íris”, “Hino ao Amor”, “Jalousie”, “Luzes da Ribalta” e “Sorri”, todos vertidos para a nossa língua pátria por nomes como Braguinha, e ainda “Com que Roupa?” e “Último Desejo”, de Noel Rosa, a dupla concebeu o álbum “Afinidades”.

“O crédito desse encontro deve ser dado ao projeto ‘Caixa Acústica’, que propõe reunir duplas inéditas no palco. Foi uma experiência baseada em admiração mútua. Jandira sempre me chamou atenção pela singularidade de seu perfil artístico e pelo que sua figura representa” enaltece Mourão, ao se referir à cantora alagoana que atualmente vive em Itatiaia, no interior de Minas. “Quando imaginamos um trabalho juntos, com piano e voz, muita gente achou essa união improvável, mas nós passamos longe dessa reflexão, porque o que acontece é que temos uma longa faixa de convergência”, assegura o músico.


Set list. Na hora de pinçar apenas uma canção desse repertório, Mourão é enfático. “Sem dúvidas a mais emblemática é ‘Hino ao Amor’, lançada pela Edith Piaf. Escutei todas as versões para esse trabalho. De Maysa, Dalva de Oliveira, todas cantaram com intensidade”, afiança.

Para manter a fuga da obviedade, Jandira escolhe outra. “Eu era meninoca, garota, e minha mãe cantava ‘Rosas Vermelhas para uma Dama Triste’. Me faz lembrar muita coisa do passado”, declara a entrevistada. Apesar da diversidade, Mourão é capaz de enxergar um discurso que une as músicas alinhavadas.

“Creio que esse álbum pode nos levar a vivenciar uma dimensão poética e romântica dentro da gente que se faz mais do que necessária como antídoto contra a enorme indiferença que nos cerca e a perplexidade que nos assalta”, convoca o pianista. “Esse é meu preceito mais insistente, a afinidade desse repertório iguala a todos em um profundo humanismo, são sentimentos que atingem a todos”, avalia.

E é voltando às suas raízes que o instrumentista e arranjador de Divinópolis aponta uma solução para a encruzilhada. “O mineiro tem essa capacidade de se voltar para dentro, vasculhar e descobrir preciosidades, seja ouro ou minério. Está no nosso perfil psicológico”, constata.

por RAPHAEL VIDIGAL

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Além do Arco Íris - Harold Arlen, E. Harburg e Eliseu Miranda
02 - Hino Ao Amor - Margueritte Monnot, Edith Piaf e Odayr Marsano
03 - Jalousie - jacob Gade e Oswaldo Santiago
04 - Cantei Um Blues - Altay Veloso e Paulo Cesar Feital
05 - Perfídia - Alberto Dominguez
06 - Com Que Roupa - Noel Rosa
07 - Rosas Vermelhas Para Uma Dama Triste - Roy Brodsky, Sid Tepper e Romeo Santos
08 - Último Desejo - Noel Rosa
09 - nenhum Verão - Túlio Mourão
10 - Luzes da Ribalta - Charles Chaplin, Braguinha e Antonio Almeida
11 - Minha Oração - James Kennedy, Georges Boulanger e Cauby de Brito
12 - Sorri - Charles Chaplin, Geofrey Parsons, John Turner e Braguinha

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aparecida Reinos Negros (2017)

O disco “Aparecida, Reinos Negros” reúne três reinados, popularmente conhecidos como congados, do bairro Aparecida em BH. O álbum tem participação de Chico César, Fabiana Cozza, Mauricio Tizumba, Pereira da Viola e Sérgio Pererê.

Reinados:
Guarda de Moçambique do Divino Espírito Santo do Reino de São Benedito
Guarda de Moçambique e Congo de Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus - Irmandade Os Carolinos
Guarda de Congo Feminina de Nossa Senhora do Rosário

Preço – R$35,00

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Grupo Mambembe - Pequena História que virou Canção (2016)

CD "Grupo Mambembe - pequena história que virou canção", produção de 2016 independente, com gravações originais restauradas do Grupo Mambembe, de Belo Horizonte, MG.

Compõem o CD 15 faixas, gravações restauradas do Grupo Mambembe, com momentos distintos, retiradas do show “Divisor de Águas” – Grupo Mambembe (1978); do LP Mambembe – Grupo Mambembe (1981); do LP “Música de Minas” – Coletânea Fundação de Educação Artística (1981); do LP “Travessia – o canto dos mineiros” – Coletânea Fundação Clóvis Salgado (1982); do show “Memória”, de Toninho Camargos (1983). Faixa com gravação inédita de Tempo Mambembe (de Cadinho Faria e Toninho Camargos). Junto ao CD, um encarte, com textos explicativos sobre a produção.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 - Rio Araguaia - LP Música de Minas;
02 - Falando da vida - ao vivo show “Divisor de Águas”;
03 - Raiz - ao vivo show “Divisor de Águas” - música incidental “Brejeiro” de E. Nazareth
04 - Camará - ao vivo show “Divisor de Águas”;
05 - A princesa e o cavaleiro - ao vivo show “Divisor de Águas”;
06 - Bilhete mofado - LP Mambembe;
07 - Melhor de três - LP Mambembe;
08 - Natureza morta - LP Mambembe;
09 - Nobre Almirante - LP Mambembe;
10 - Primavera - LP Travessia - o canto dos mineiros;
11 - Caco Cachaça - ao vivo show “Memória”;
12 - Decotado - ao vivo show “Memória”;
13 - Nas cordas do meu violão/Eu sou poeta - ao vivo show “Memória”;
14 - Semente de canção - C2 Semente de canção;
15 - Tempo Mambembe - inédita.

Affonsinho – Certeza? (2017)

Se antes de pensar em ser músico profissional o belo-horizontino Affonsinho, 56, recebeu do pai um violão dado de presente por John Lennon, pode-se afirmar que há um fecho perfeito nesta história quando, no novo disco, intitulado “Certeza?”, o presente veio por parte do filho de Affonsinho.

“Ele quis produzir o disco para dar uma espécie de virada na minha carreira e jogar o meu trabalho para um lado muito diferente daquilo que eu fiz até agora”, revela o músico, em referência ao filho Frederico Heliodoro, que também participou dos arranjos e como multi-instrumentista.

Já a outra história é uma fábula que permanece no dia a dia de Affonsinho. “John Lennon foi meu primeiro herói. Quando morava no Rio com a minha família, meu pai inventou essa história que encontrou o Lennon em Copacabana e ganhou dele um violão que era para mim, e eu, muito criança, acreditei”, recorda.

Com 11 faixas autorais, três em parceria com o filho, o álbum de Affonsinho passeia, assim, entre as primeiras lembranças que se mantém em seu coração e o desejo pelo novo instigado por sua cria. “Todas as músicas têm história. A que dá título ao trabalho é sobre essa mania das redes sociais onde as pessoas querem ter certeza e dar opinião sobre tudo, futebol, política, filosofia”, elabora o músico, aberto às incertezas desse mundo.
por RAPHAEL VIDIGAL

Preço – R$28,00

Faixas:
01 - Certeza? - Affonsinho Heliodoro
02 - Papo Cabeça - Affonsinho Heliodoro
03 - Encontrar Quem Te Entenda - Affonsinho Heliodoro e Frederico Heliodoro
04 - Saber Gostar - Affonsinho Heliodoro
05 - Bailarininha - Affonsinho Heliodoro e Frederico Heliodoro
06 - O Meu Pai Tava triste - Affonsinho Heliodoro
07 - Perdoar Meus Heróis - Affonsinho Heliodoro e Frederico Heliodoro
08 - O Amor Me Prendeu NO Seu Vôo - Affonsinho Heliodoro
09 - Quero da Gente Um Poema - Affonsinho Heliodoro
10 - Ah, Se Pudesse Com Você - Affonsinho Heliodoro
11 - Como Se Fosse Eu - Affonsinho Heliodoro

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Luiz Gabriel Lopes – Mana (2017)

Cultivar as utopias. Não perder de vista a luz no fim do túnel. Como professar o otimismo em uma era carregada de más notícias? “Transformando a fé numa oração pra se cantar”, responde Luiz Gabriel Lopes já na primeira canção de “MANA”, seu terceiro disco. A produção é de Lenis Rino e todas as músicas foram gravadas por Téo Nicácio (baixo), Luiz Gabriel Lopes (voz e guitarra), Mateus Bahiense (bateria e percussão) e Daniel Pantoja (flauta).
“Na minha visão, o álbum se divide em dois lados, um mais solar e outro mais noturno”, afirma LG, lembrando que a música que divide as duas partes, “Quiléia”, tem participação de Ceumar. A outra participação é a do paulista Maurício Pereira, que divide os vocais com Luiz Gabriel em “Apologia”.“Em termos de sonoridade, o disco mostra a busca por um som mais enxuto, depois do ‘Fazedor de Rios’, que é muito arranjado. Queria um álbum com menos elementos e mais destaque para letra, melodia e voz”, explica. “Representa uma vibração que eu acredito e fico feliz em ser veículo. A coisa de ter esperança, de ser otimista neste momento que vivemos, de ver que a gente pode vencer obstáculos com a força da intenção”, finaliza.
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – 1986 – Luiz Gabriel Lopes
02 – Apologia – Luiz Gabriel Lopes
03 – Matança – Augusto Jatobá
04 – Música da Vila – Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio
05 – O Cangaço Lírico – Luiz Gabriel Lopes, Téo Inácio Mateus Bahiense e Daniel Pantoja
06 – Quiléia – Luiz Gabriel Lopes e paulo Cesar Anjinho
07 – 381 Blues – Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio
08 – Caboclin – Gustavito e Thiago Braz
09 – Yoko – Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio
10 – Um Índio - Luiz Gabriel Lopes e Téo Inácio

Graveola – Camaleão Borboleta (2016)

Nessa última década, a Austrália firmou-se como lar da Psicodelia de nossos dias. Há, porém, uma raiz sua bastante brasileira, da tradição de Os Mutantes até o reconhecimento recente de Boogarins no além-mar, uma familiaridade que esse estilo parece encontrar organicamente no país, talvez pelas cores naturais de nossos ritmos, talvez pela desinibição de sobrepor timbres e efeitos, principalmente na guitarra, que por aqui habita.
Camaleão Borboleta tem a ver com isso. Ao longo de suas dez faixas, a banda mineira Graveoladeixa seu "lixo polifônico" nas entrelinhas para criar um disco dinâmico e destemido, uma reunião de influências e afluências no protagonismo no timbre da guitarra elétrica e nas vozes que argumenta em favor da "metamorfose ambulante" tão característica da música popular do Brasil - como o título da obra denuncia.
Essa mutação vem em ritmos e escolhas de timbres, que evocam desde Novos Baianos até o axé "de raiz" dos anos 80 dentro do nosso imaginário do que é ou deveria ter sido "MPB" nos últimos 40 anos, com suas harmonias tão próprias e seu natural jeitinho de fazer qualquer cotidiano virar uma crônica poética, seja com um certo humor (Tempero Segredo) ou cheia de romantismo (Carta Convite).
Seu maior mérito acaba sendo - mesmo e apesar das excursões da banda por outros países - criar uma obra que dialoga com os conceitos e preconceitos de seus conterrâneos, mais do que um disco "pra gringo ver". Aqui em sua casa, Camaleão Borboleta não é cool nem tenta ser, é uma grande obra que nos relembra a fluência que Graveola tem em criar belas canções em par com a safra do melhor que a terra dá - no caso, a tal da Psicodelia.
Por André Felipe de Medeiros
Preço – R$25,00
Faixas:
01 – Maquinário – LG Lopes
02 – Índio Maracanã – José Luis Braga
03 – Aurora – Luiza Brina e Maria Raquel Dias
04 – Tempero Segredo – José Luis Braga
05 – Talismã – LG  Lopes Gustavita e Chicó do Céu
06 – Sem Sentido - José Luis Braga
07 – Costi – Luiza Brina
08 – Lembrete - LG  Lopes Gustavita e Chicó do Céu
09 – Back in Bahia – Luiza Brina e Gabo Gabo
10 – Carta Convite – LG Lopes

Gedeon Antunes – Bagatelas e Badulaques (2017)

Gedeon Antunes é músico, publicitário, designer e empresário. Com influências da música das décadas de 1960 e 1970, ele leva para o seu primeiro disco o frescor do novo e as referências dos clássicos. A sua trajetória na música começou na adolescência tocando em bandas couvers e autorais de clássicos do rock da década de 1970. Agora, o músico apresenta o disco “Bagatelas e Badulaques” com repertório autoral e influências do rock, do blues e do folk.

O disco “Bagatelas e Badulaques” conta com sete músicas, o álbum mescla referências do clássico como Bob Dylan e Janis Joplin e também traz uma identidade moderna e atual, é possível identificar no repertório o rock clássico e também uma nova linguagem, mais atual e brasileira”, explica.

Artistas como Raul Seixas, Rita Lee, Alceu Valença, Beatles, Bob Dylan e Janis Joplin estão entre as referências do artista. Gedeon Antunes também é idealizador do projeto “Folk and Blues”, que leva para espaços alternativos de Belo Horizonte shows autorais e releituras de clássicos do folk e do blues e do aplicativo para celulares “Cena Autoral”, que reúne o ecossistema musical em uma plataforma.

Preço – R$15,00

Faixas:
01 – Blues do Fusquinha – Gedeon Antunes
02 – More Horse - Gedeon Antunes
03 – Rodo Novo - Gedeon Antunes
04 – Free Way - Gedeon Antunes
05 – Daquele Tempo - Gedeon Antunes
06 – O Que você Quer - Gedeon Antunes
07 – Montanha de Pedra - Gedeon Antunes




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dudu Lima – Som de Minas (2017)

Composto por 10 canções autorais do compositor e instrumentista mineiro Dudu Lima, gravadas nas montanhas de Minas Gerais, no Estúdio Versão Acústica, com a sonoridade inovadora do Dudu Lima Trio, composto por Dudu Lima (Contrabaixos), Ricardo Itaborahy (Teclados e Vocais) e Leandro Scio (Bateria e Percussão)

Este trabalho traz composições inspiradas pela música mineira com concepção jazzística universal, onde a improvisação é ingrediente fundamental. O trio dialoga em construções harmônicas, rítmicas e melódicas onde a dinâmica tem lugar de destaque.

Preço – R$30,00

Faixas:
01 – Filho Amado/ Nascimento
02 – San Juan
03 – Alegria de Viver
04 – Suite do Anjo Negro Parte I – Mistério
05 - Suite do Anjo Negro Parte II – O Vôo do Anjo
06 – manhã de Som
07 – All Sky
08 – Cabo Frio
09 – Canção de Vera Lucia
10 – Uirapuru

Todas composições autorais de Dudu Lima


Guilherme Ventura – Dois Lados (2017)

Guilherme Ventura é um compositor e multi-instrumentista. Inicialmente se aprofundou na música como autodidata e só aos 24 anos estudou música na Fundação de Educação Artística e mais tarde na Bituca - Universidade de Música Popular, tendo como mestres o violonista Gilvan de Oliveira e o maestro Ian Guest. Em sua discografia possui o disco “Bucadim de Samba” (2007) gravado com a Banda Cirandeiros. Em 2017 lança “Dois Lados”, seu primeiro álbum.

O álbum:
Gravado no Confraria Home Studio, o álbum de estreia de Guilherme Ventura está disponível em todas as plataformas. Intitulado “Dois Lados”, o primeiro álbum de Guilherme Ventura é a síntese da essência da busca do artista pelo equilibro das ideias.

A obra autoral traz em si uma divisão nítida em diversos aspectos: de um lado um disco que se apresenta solar, místico, que finca os pés nas terras ancestrais e carrega o afeto das relações do artista. Do outro lado um disco crente nas ações e relações humanas que geram forças que constroem a história, uma faceta noturna, urbana, de ruas carregadas de outdoor e luzes, grafites e coletividade.

“Dois Lados” é um disco permissivo, que dialoga com o experimentalismo e o pop, tendo como instrumento em uma das faixas um chinelo de dedo que conduz uma das músicas mais regionais do disco.

Guilherme Ventura não estaciona em lugar nenhum, é um nômade da estética musical que se permite ser aquilo que pulsa em sua verve. O disco conta com várias participações, Pedro Morais, Daniel Guedes,  Johnny Herno, Maíra Baldaia, Nath Rodrigues, Xicas da Silva, Rafael Eloi,  a Chilena Claudia Manzo e o Congolano Yannik Delass.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – Reza - Guilherme Ventura
02 – No Inércia - Guilherme Ventura
03 – Procissão - Guilherme Ventura e Daniel do Carmo
04 – Rodas dos Orixás - Guilherme Ventura
05 – Sem pressa - Guilherme Ventura
06 – Miragem de um Outro - Guilherme Ventura
07 – Nefasta Praga - Guilherme Ventura
08 – Obirim - Guilherme Ventura e Nath Rodrigues
09 – Utópica - Guilherme Ventura
10 – Criola - Guilherme Ventura


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Maíra Baldaia - Poente e Outras Paisagens (2016)

Maíra Baldaia é uma cantora, compositora e atriz mineira. A artista leva para o seu trabalho influências da afro-mineiridade e da cultura brasileira. Formada em música (Bituca – Universidade de Música Popular) e em teatro (Universidade Federal de Minas Gerais), Maíra apresenta versatilidade e identidade no palco.

Em 2016, a artista lançou em Belo Horizonte o seu primeiro álbum. Denominado “POENTE e outras paisagens”, o disco traz 12 faixas autorais compostas pela cantora e também parcerias com outras compositoras mineiras. Suas composições falam sobre a mulher negra, espiritualidade, liberdade e amor ao ritmo da nova MPB.

Em 2017, a cantautora lançou com grande repercussão seu primeiro vídeo clipe da música "Insubmissa" e depois seguiu em Turnê, passando por cidades de Portugal, São Paulo e Minas Gerais.

Em seu trabalho autoral, a artista destaca a enunciação da mulher, sobretudo a mulher negra, e leva poesia, versatilidade, identidade e teatralidade para o palco. Com uma sonoridade que mescla a nova MPB e as influências do tambor afro mineiro, Maíra segue sem estar engessada a um gênero apenas e brinca com a poesia, o blues, o jazz e o samba com um estilo singular, leve e marcante. Maíra Baldaia, que tem se destacado com seu trabalho na cena musical, é considerada uma das representantes da nova safra de bons cantores e compositores mineiros.

Preço – R$25,00

Faixas:
01 – De Chegada em Canto – Poema de Maíra Baldaia + Saudação Banto Angola
02 – Ensaio Sobre o Amanhecer - Maíra Baldaia
03 – Pra Ieiê - Maíra Baldaia e Verônica Zanella
04 – Espelho D´água - Maíra Baldaia
05 – Valsa para Maria - Maíra Baldaia e Verônica Zanella
06 – Pororoca - Maíra Baldaia
07 – Insubmissa - Maíra Baldaia e Talita Barreto
08 – Poente - Maíra Baldaia e Verônica Zanella
09 – Só por Um Instante - Maíra Baldaia
10 – Lua Azul - Maíra Baldaia
11 – Negra Rima - Maíra Baldaia e Elisa de Sena
12 – Axé – Maíra Baldaia, Nath Rodrigues e Eneida Baraúna





quinta-feira, 29 de junho de 2017

Grupo EMCANTAR - DUM DUM (2016)

Depois do sucesso do Kit Parangolé com canções e brincadeiras para crianças e educadores, chegou a vez da primeira infância ser presenteada com um mimo musical capaz de envolver todas as idades, por meio da batida da percussão, da melodia tocante de um instrumento de sopro, da firmeza e leveza do violão e das vozes inocentes das crianças que participam dessa gostosa brincadeira musical.
Segundo Maíra de Ávila, artista e coordenadora de comunicação do EMCANTAR, “DUM DUM é batida forte do coração. É arrepio! Uma mistura de sons que parecem imagens, desenhos, sonhos de criança”.
Com 14 trilhas instrumentais, entre as quais: músicas inéditas, como Prega-Peça; grandes clássicos do repertório do Grupo em novos arranjos, como ‘Cadê?’, ‘Dentro’ e ‘Parangolé’; e trilhas instrumentais dos espetáculos ‘Festejo da Brincadeira’ e ‘Escutatória’, DUM DUM é resultado de muita pesquisa e inovação do Grupo que, mesmo sem a canção, está ainda mais musical.
“A sonoridade e a poesia presentes nas músicas do grupo UAKTI foram fontes de inspiração. Havia um repertório inédito em construção, e um desejo de inovação em produzir música instrumental pensada para a criança, isto é, que pudesse explorar sensações e sentimentos a partir do som”, conta Carlim Ribeiro, um dos idealizadores e produtor musical do CD.
Preço – R$30,00
Faixas:
01 – O Inventor de Brinquedos
02 – A Lâmpada e o Balão
03 – Dum Dum
04 – Parangolé
05 – Cadê?
06 – Dentro
07 – Estrela Cambalhota
08 – Prega-Peça
09 – Acorda, Brinquedo de Corda
10 – Cabeça de Vento
11 – Sonho sem Hora
12 – Eu vou Pegar o Trem
13 – A Dança do Bicho Curioso
14 – Quem tem Medo do Dum Dum Sererê?